sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O AUMENTO DA VENDA DE CARROS NO BRASIL É A CONTRAMÃO DA MOBILIDADE!

AUMENTA O PIB, O CUSTO DA SAÚDE PÚBLICA E O PREJUÍZO AO MEIO AMBIENTE. A SAÍDA É O AUMENTO DO TRANSPORTE COLETIVO DE QUALIDADE.

Por Roberto Silva dos Santos, do Rio de Janeiro

“SERIA BOM SE CADA HABITANTE DO BRASIL TIVESSE UM CARRO, MAS SERIA EXCELENTE, SE ESTE CARRO FOSSE USADO EM CASO DE EXTREMA NECESSIDADE!”
- Logística do Brasil

Não sou contra o uso de carros particulares. Um carro novo, potente, confortável ou até uma raridade de colecionador, realmente é sensacional, emocionante, incrível, prazeroso ter, andar e admirar. Mas sou a favor do uso racional dos carros particulares.

Hoje é clara a todos a política de incentivo à venda de automóvel. Notam-se marcas e modelos de todas as partes do mundo brigando por um consumidor que a cada dia tem seu poder de compra aumentado, aumentando assim o bolo que cresce e deixa as montadoras desejosas de sua fatia e o governo satisfeito com o aumento do PIB. Mas isso é o lado positivo do fato. Não obstante, devemos observar que o trânsito congestionado, causado pelo crescimento deste transporte particular individual, apresenta custos altíssimos a toda sociedade e não temos uma política governamental para minimizar o impacto do congestionamento e suas conseqüências a saúde e ao meio ambiente.

É necessária uma mudança na distribuição modal do Brasil, uma conscientização do governo e da população, é preciso que tenhamos um transporte público de qualidade, desestimulando o transporte individual.
Nos últimos 10 anos a frota de veículos ultrapassou o dobro, considerando projeções da atualidade.
Os acidentes de trânsito no Brasil chegam a custar aproximadamente R$ 30 bilhões de reais ao ano para o ministério da Saúde. A sensação de perda de tempo, tendo em vista o aspecto psicológico, atinge todo o corpo de forma muito ruim, pois o cérebro é afetado, assim como todo o sistema nervoso e pulmões destruindo a saúde e afetando a qualidade de vida da população.
O tempo gasto no trânsito pode ser valorado e cidades como São Paulo tem esses números estimados e alguns são incalculáveis. O que se estima em São Paulo é que a perda de produção, causada pelo tempo de congestionamento, chega a atingir cerca de atuais R$ 37 bilhões de reais ao ano, o que é aproximadamente 10% do PIB da cidade. E o que é incalculável é que enquanto os motoristas consomem o combustível em seus carros particulares, toda a sociedade paga o prejuízo da poluição, e essa conta pode vir de diversas formas à saúde da população. Ainda, projeta-se que em média, o cidadão paulista fique aproximadamente 4 horas diárias no trânsito congestionado, se projetarmos isso, temos 5 dias a cada mês e 2 meses a cada ano, em rotineiros cem quilômetros de congestionamento.

Não precisamos de mais provas para gritarmos:

“O PADRÃO DE TRANSPORTE PARTICULAR INDIVIDUAL ADOTADO PELO BRASIL ESTÁ ESGOTADO!”
A única saída para este gargalo nacional está no investimento maciço e de qualidade no transporte público de grande capacidade.
Não precisamos de mais estacionamentos. Não, não, por favor, não pense assim, não precisamos de mais carros nas ruas. Precisamos sim, mudar os paradigmas logísticos. Nossas casas devem estar próximas ao trabalho, ou o trabalho nas nossas casas, nossa diversão também. Nossos deslocamentos urbanos devem ser feitos a pé, ou no máximo de bicicletas. Se precisarmos percorrer distâncias consideráveis, usaremos nosso excelente transporte público coletivo de grande capacidade.
Os carros particulares individuais só deverão ser usados para urgências de extrema necessidade.

VAMOS ENRIQUECER DE SAÚDE E PAZ!

sábado, 4 de setembro de 2010

VIABILIDADE DE 5 PORTOS COM EMPRESAS AMERICANAS

SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE TRÁFEGO DE NAVIOS
A secretaria Especial de Portos(SEP), representada pelo Ministro Pedro Brito, assinou, no dia 31 de Agosto de 2010, um acordo de doação entre a Agência para o Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (United States Trade and DevelopmentAgency-USTDA) e a SEP, para a realização do estudo de viabilidade para a implantação de sistemas de gerenciamento de tráfego de navios - em inglês, Vessel Traffic Management System (VTMS) - nos portos do Rio de Janeiro, Itaguaí(RJ), Rio Grande(RS), Salvador e Aratu(BA). O valor de US 674 mil será utilizado para a contratação de uma empresa norte-americana que irá realizar o estudo.

Fonte: http://www.portosdobrasil.com.br/

domingo, 27 de dezembro de 2009

O TREM NO BRASIL - HISTÓRIA

INTERESSES INDIVIDUAIS PARARAM O TREM DO BRASIL

Houve um tempo em que o Brasil dava a entender que se preparava para ser uma potência econômica mundial, a julgar pelo seu vanguardismo na questão do transporte. Já em 1828, durante o período da Regência, apenas três anos após a Inglaterra trocar o sistema de tração animal por locomotivas a vapor, o País promulgava a Lei José Clemente, que autorizava a construção de ferrovias por empresários nacionais e estrangeiros.

Sete anos depois, a Lei Feijó autorizou a concessão de ferrovias unindo o Rio de Janeiro às províncias de Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. Em 1840, quando a Inglaterra editou o Railway Regulation Act, o Brasil emitiu sua primeira concessão, ao médico inglês Thomas Cochrane, para construção da linha Rio de Janeiro-São Paulo.

Em cinco anos, era inaugurada a primeira ferrovia brasileira, com 14,5 quilômetros de extensão, ao fundo da Baía da Guanabara, onde hoje está o município de Magé. Era um empreendimento de Irineu Evangelista de Souza, que mais tarde se tornaria o Barão de Mauá.

Durante o Segundo Reinado, entre 1873 e 1889, o Brasil viveu um período de acelerada expansão ferroviária. O ritmo se manteve na República Velha (1889-1930), mas o Estado já começava a assumir algumas estradas em dificuldades financeiras.

Entre as décadas de 30 e 60 do século passado, que compreenderam a Era Vargas e o Pós-Guerra, as construções começaram a rarear e as ferrovias passaram a ser, em sua maioria, estatais. Os governos militares, a partir dos anos 60, consolidaram a malha em poucas empresas públicas e erradicaram os ramais não-econômicos, implantando apenas projetos considerados estratégicos para este grupo e não para a economia do país e do brasileiro.

FONTE: Tecnologística

sábado, 19 de dezembro de 2009

UM POUCO DE MICROAMBIENTE

CINCO FORÇAS DE MICHAEL PORTER

As forças abordadas por Michael Porter tem seu estudo baseado no microambiente, ou seja, analisa forças próximas à empresa, forças que afetam a capacidade de interagir com seus clientes, ou ainda, atrair e relacionar-se com eles, oferecendo-lhes valor e satisfação. São elas:

A rivalidade entre os “Players” ou Concorrentes

Esta força é uma das mais importantes e significativas de todas, pois consideramos todos os esforços e agressividade dos concorrentes ou players, no sentido de ganhar maior espaço no mercado e conseguir a liderança do setor atuante. As barreiras de entradas estão aqui ligadas ao item seguinte, já as de saídas se devem a vários fatores, como por exemplo: elevados custos com empregados (rescisão); capacidade instalada e outros;

Ameaça de novos entrantes

Esta força se refere a constantes surgimentos de novas empresas no mercado que podem representar ameaças. Está altamente ligada às barreiras de entradas, fatores que dificultam esse surgimento, como por exemplo: economia de escala; tecnologia; acesso a canais de distribuição; patentes; alta “expertise” e outros;

Ameaça de produtos substitutos

Os produtos substitutos são aqueles diferentes, não são os mesmos existentes no mercado, mas atendem às mesmas necessidades e sempre com algumas vantagens, como por exemplo, os Palms, iPhone (Apple) em relação a celulares comuns;

Poder de barganha dos compradores ou clientes

É a capacidade de negociação, barganha, dos clientes com as empresas do setor. Tem a ver com o poder de decisão dos compradores sobre os atributos do produto, principalmente preço e qualidade. Como exemplo, uma empresa com muitos clientes e líder do mercado, teoricamente, não tem muito poder de barganha, caso contrário esse poder aumenta significativamente;

Poder de barganha dos fornecedores

Esta força tem, basicamente, a mesma abordagem da barganha dos compradores, mas agora voltada ao fornecimento de produtos e serviços para empresas, o B2B, enquanto a outra se refere ao B2C. O exemplo pode ser dado para empresas com poucos fornecedores e empresas com muitos fornecedores, quanto mais fornecedores as empresas tiverem menor será o poder de barganha deles em relação a ela.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

McLane inicia obras no CD Rio de Janeiro

A americana, McLane, de Warren Buffet é o único entreposto da Zona Franca de Manaus, seu armazém deverá aumentar a capacidade em mais de 100% até Junho do ano que vem.

A McLane do Brasil iniciou, em 1º de Agosto, as obras de expansão de seu CD em Resende-RJ, unidade que tem como diferencial ser o único entreposto da Zona Franca.
Isto equivale a dizer que as mercadorias produzidas em Manaus entram no armazém sob o mesmo regime contábil lá praticado – ou seja, com isenção fiscal – e assim permanecem por 180 dias, ou até que saiam do galpão. Isso é possível graças a um acordo que durará até 2023 e foi firmado entre os governos estaduais do Rio de Janeiro e do Amazonas.

“Quando chegar ao seu final, em junho de 2010, a ampliação dessa infraestrutura terá consumido, ao todo, R$ 45 milhões, entre compra do CD, realizada em novembro de 2008, obras de edificação, estanteria, equipamentos, sistemas e outros itens fundamentais”, calcula Ozoni Argenton Júnior, diretor de Operações da McLane. “Em contrapartida, a empresa acredita que esta unidade responderá por boa parte do aumento de 25% no faturamento projetado para o biênio 2009-2010”, aposta.

O CD conta hoje com uma área armazenável de 20 mil metros quadrados e 18 mil posições-palete. A obra acrescentará a essa capacidade outros 17 mil metros quadrados e 20 mil posições-palete. “Ao final de dez meses teremos, no total, cerca de 37 mil metros quadrados ou 38 mil posições-palete de espaço de armazenamento, e mais aproximadamente três mil metros em pontos de apoio, como escritórios e um local para refeições”, afirma o executivo.

A unidade da McLane em Resende trabalha atualmente com uma ocupação que gira em torno de 85% e 90%, e a projeção é de manter esse percentual mesmo com a ampliação da capacidade. “Acreditamos em preencher o novo espaço quase que imediatamente depois da inauguração, dado o potencial de um empreendimento desse”, avalia Argenton, destacando sua localização, “a 11 km de distância do entroncamento entre Rio e São Paulo, que são os dois maiores mercados consumidores do país; e a 80 km do porto de Sepetiba, o que credencia o CD a receber, também, os cerca de 25% da carga que vem de Manaus por cabotagem”.

O diretor de Operações da companhia aponta ainda razões de mercado para apostar no sucesso do empreendimento. “Embora o foco da empresa seja nos eletroeletrônicos, setor que movimentou R$ 123 bilhões no ano passado e que representa a vocação da Zona Franca de Manaus, nós também temos clientes em outros setores como fabricantes de motocicletas e de equipamento de ar condicionado”, afirma. Algumas das empresas que a McLane já atende no CD são Philips, Panasonic, Pioneer, Harley Davidson, Springer Carrier e Videolar.

Não é preciso ser um guru, para notar que há muito futuro na LOGÍSTICA DO BRASIL!

Fonte McLane

terça-feira, 4 de agosto de 2009

LOGÍSTICA REVERSA - Resíduos dos Serviços de Saúde-RSS

Embora a geração de resíduos oriundos das atividades humanas faça parte da própria história do homem, é a partir da segunda metade do século XX, com os novos padrões de consumo da sociedade industrial, que isso vem crescendo, em ritmo superior à capacidade de absorção pela natureza. Aliado a isso, o avanço tecnológico das últimas décadas, se, por um lado, possibilitou conquistas surpreendentes no campo das ciências, por outro, contribuiu para o aumento da diversidade de produtos com componentes e materiais de difícil de gradação e maior toxicidade.
Os resíduos dos serviços de saúde(RSS) se inserem nesta problemática e vêm assumindo grande importância nos últimos anos. Tais desafios têm gerado políticas públicas e legislações tendo como eixo de orientação a sustentabilidade do meio ambiente e a preservação da saúde. Grandes investimentos são realizados em sistemas de tecnologias de tratamento e minimização.
Portanto, torna-se muito importante a utilização dos conceitos de LOGÍSTICA REVERSA para minimizar os problemas decorrentes desta geração de resíduos.

A preocupação com a ecologia e o meio ambiente cresce junto com a população e a industrialização. Uma das principais questões é a da reciclagem dos resíduos sólidos.
Geralmente, é mais barato usar matérias primas virgens do que material reciclado, em parte pelo pouco desenvolvimento dos canais de retorno, que ainda são menos eficientes do que os canais de distribuição de produtos.
Com o aumento do descarte dos produtos de utilidade após seu primeiro uso, há um desequilíbrio entre as quantidades de resíduos descartadas e as reaproveitadas. Isto se dá porque muitas vezes não encontram canais de distribuição reversos devidamente estruturados e organizados nas empresas.
Para que isso ocorra de forma eficiente, são necessários sistemas que gerenciem esse fluxo reverso, de maneira similar ao que acontece no fluxo direto. Muitas vezes o processo logístico reverso requer as mesmas atividades utilizadas no processo logístico direto.

As necessidades da logística reversa também provêm das legislações que proíbem o descarte indiscriminado de resíduos no meio ambiente e incentivam a reciclagem de recipientes de bebidas e materiais de embalagem. O aspecto mais significativos da logística reversa é a necessidade de um máximo controle quando existe uma possibilidade por danos à saúde humana, por exemplo, produtos vencidos, tóxicos ou contaminados. Assim, a retirada dos mesmos do mercado é semelhante a uma estratégia de serviço máximo ao cliente que deve ser realizado sem se considerar o custo.
Sobre as tendências das regulamentações, encontram-se novos princípios de proteção ambiental estão sendo propagados: EPR (extended product responsability) ou responsabilidade do produto estendida, ou seja, a idéia que a cadeia industrial de produto, que de certa forma agride o ambiente, deve se responsabilizar pelo que acontece com os mesmos após o seu uso original.

RSS-São resíduos sólidos dos estabelecimentos prestadores de serviço de saúde em estado sólido, semi-sólidos, resultantes destas atividades. São também considerados sólidos os líquidos produzidos nestes estabelecimentos, cujas particularidades tornem inviáveis o seu lançamento em rede pública de esgotos ou exijam para isso, soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.

Na medida em que o volume de resíduos nos depósitos está crescendo ininterruptamente, aumentam os custos e surgem maiores dificuldades de áreas ambientalmente seguras disponíveis para recebê-los. Com isso, faz-se necessária a minimização da geração, a partir de uma segregação eficiente e métodos de tratameto que tenham como objetivo diminuir o volume dos resíduos a serem dispostos em solo, provendo proteção à saúde e ao meio ambiente.
Portanto, para que isso ocorra de forma eficiente, são necessários canais de distribuição reversos devidamente estruturados e organizados. No caso de resíduos considerados potencial de risco a saúde, como os de serviços de saúde, o uso de conceitos de logística reversa torna-se indispensável.

Fonte Universidade Federal
Escrito por Roberto Santos


terça-feira, 28 de julho de 2009

LOGÍSTICA REVERSA - CONCEITO

É o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processamento e produtos acabados, do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar e/ou realizar um descarte adequado.